Passar para o Conteúdo Principal
world best fish
logo world's best fish
Hoje
Máx C
Mín C
Amanhã
Máx C
Mín C
Depois
Máx C
Mín C
Instagram

Matosinhos recordou o trágico naufrágio de 1947 no 75.º aniversário do desastre

02 Dezembro 2022

A 2 de dezembro, Matosinhos assinalou os 75 anos do trágico naufrágio de 1947, que reclamou a vida de 152 pescadores da cidade, distribuídos por quatro traineiras – a “São Salvador”, a “D. Manuel”, a “Maria Miguel” e a “Rosa Faustino” - vítimas de um impiedoso temporal.

O luto, a dor e o sofrimento desencadeados por este sinistro perduram na memória coletiva da comunidade, ainda hoje assombrada por esse episódio que deixou 71 mulheres viúvas e 100 crianças órfãs, de acordo com as crónicas da época.

No sentido de honrar as vidas perdidas nesse fatídico dia e prestar homenagem às famílias afetadas, a Câmara Municipal de Matosinhos organizou o evento “Mar de Luz”, com a colaboração de várias instituições e associações locais.

As celebrações começaram a 1 de dezembro, com um grupo coral formado simbolicamente por 152 vozes matosinhenses a entoar junto ao Museu da Memória de Matosinhos. No espelho de água da Biblioteca Municipal Florbela Espanca, foram lançadas 152 velas, num ato que antecedeu a cerimónia de colocação das bandeiras a meia haste do Edifício dos Paços do Concelho.

A 2 de dezembro, teve início uma romagem desde a Casa dos Pescadores até à praia de Matosinhos, para deposição de flores junto à escultura “Tragédia do Mar”, obra do artista José João de Brito. A Capela de Santo Amaro acolheu uma eucaristia em memória dos pescadores falecidos, liderada pelo pároco Emanuel Brandão e cocelebrada pelo Cónego José Fabião.

A meio do dia, quatro traineiras partiram da Barra de Leixões, desfilando ao largo da Praia de Matosinhos, acompanhadas pelo Salva-vidas da Capitania do Porto de Leixões.

Ao início da tarde, o Museu da Memória de Matosinhos inaugurou a exposição temporária “Romagem de saudade”, uma homenagem que evoca as memórias históricas, materiais e imateriais do Naufrágio de 1947. Também foi exibido o documentário “Senhor Deus dos Desgraçados”.

Estas celebrações reforçaram a identidade de Matosinhos e o seu profundo respeito pela memória coletiva, ao evocar um dos episódios mais marcantes da história da cidade.